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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mais uma grande idéia!

Achei essa notícia no blog O Guia Verde. Achei uma idéia muito interessante dentre as centenas que as grandes empresas podem começar a adotar para minimizar o impacto ambiental do nosso lixo!

"Quantas embalagens você joga no lixo logo ao chegar do supermercado? A do creme dental é uma delas. Fico pensando: qual a utilidade da caixinha de papelão se o produto já vem em um tubo plástico ou metálico? O mesmo acontece com alguns alimentos que são envoltos em plásticos e, depois, em caixas ou bandejas de papel. Embalagens são necessárias para proteger os produtos, obviamente. Mas, se algumas são dispensáveis, por que não dispensá-las imediatamente? Por isso, o supermercado Pão de Açúcar acaba de ampliar para mais três lojas (Morumbi, Ricardo Jafet e Washington Luis) sua oferta de Caixas Verdes - caixas comuns, onde você passa e paga as compras, com a diferença de que há ali um contêiner para o descarte imediato de embalagens recicláveis. O material é doado à cooperativas de catadores, possibilitando, assim, a chamada reciclagem pré-consumo."

sábado, 21 de junho de 2008

Consumo no divã

Psicanalista trabalha o peso dos aspectos emocionais nas decisões de consumo

Que razões levam as pessoas a gastar mais do que ganham? Por que compramos coisas que não nos serão úteis? Por que agimos por impulso na hora em que devíamos decidir com a razão? Afinal, por que temos dificuldade em ser consumidores conscientes? Os dilemas e angústias dos indivíduos na sociedade do consumo é o tema da entrevista que a redação do Akatu realizou com a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, especialista em psicologia do consumo e professora do curso extensão de Psicanálise e Psicologia Econômica, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

AKATU - Quais as razões psicológicas que levam as pessoas a comprar por impulso?

VERA RITA - Numa sociedade voltada para o consumo, o prazer imediato é buscado de maneira incessante. Muitas vezes a realidade é frustrante e as pessoas acreditam que ao comprar um celular de terceira geração, vão encontrar a felicidade. Ao não encontrar a felicidade nas compras, vem uma frustração ainda maior. Para piorar, o endividamento desse indivíduo vai trazer mais angústias, criando um círculo vicioso.

AKATU - Como é possível atingir o equilíbrio entre prazer e realidade?

VERA RITA - É exatamente aí, nesse equilíbrio, que reside o grande desafio. Esse é o foco, é o eixo do trabalho da psicologia econômica: colocar o indivíduo em equilíbrio com a realidade de sua vida. Todo mundo tem aversão ao sentimento de frustração, de perda e de finitude, que bem ou mal é o destino de todo ser humano. Sempre há uma carência interna difícil de escapar e alguns tentam resolver isso por meio de compras. As pessoas que são mais suscetíveis à compulsão, em geral, vivem uma angústia interna muito grande. Às vezes a pessoa pode ficar mais de uma hora em conflito se deve ou não comprar algo. Isso está muito longe de se transformar em felicidade. É preciso encontrar outras formas de lidar com a angústia.

AKATU - E os apelos de consumo? A sedução da publicidade?

VERA RITA - Vivemos numa sociedade que pode ser definida como infantilizada. Estamos todos infantilizados. A cultura do endividamento, do crédito, do consumo, apela para sentimentos infantis. A publicidade não precisa fazer tanta força para nos convencer. Nós queremos ser enganados. Mesmo que no fundo todos saibamos que os momentos de satisfação são provisórios. É o modelo de comportamento do bebê que chora de fome e, se o leite demora a vir, começa a chupar o dedo. Com isso ele 'engana', durante algum tempo, o desconforto causado pela fome. A ação motora, nesse caso, tem o objetivo de 'descarregar' a tensão, mas não obtém leite realmente. Essa medida tem prazo de validade, e o bebê acabará por abandoná-la por se mostrar infrutífera para matar sua fome de fato. Mas enquanto durar, ele poderá se enganar, e se manter na ilusão de que solucionou o problema, modificou a situação.

AKATU – E hoje vivemos também a urgência de mudanças em busca da sustentabilidade...

VERA RITA – As pessoas precisam entender que os nossos recursos são finitos. Mas é muito difícil falar de questões ambientais, de sustentabilidade, para aqueles que nem mesmo conseguem cuidar de suas finanças pessoais. Em palestras que faço sobre psicologia econômica ainda tem muita gente que estranha a relação entre finanças e sustentabilidade.

AKATU – Quais são os principais conselhos para que uma pessoa adote comportamentos mais equilibrados nas suas relações de consumo?

VERA RITA - Vai ser preciso abrir mão da satisfação imediata. Mas só se consegue fazer isso após realizar um processo de autoconhecimento que permita fazer mudanças e tomar decisões que contribuam para uma vida mais equilibrada, psicologicamente e economicamente falando.

Livros publicados pela autora:

Psicologia Econômica – Estudo do Comportamento Econômico e da Tomada de Decisão ((Editora Campus/Elsevier, Coleção Expo Money, 2008)

Decisões Econômicas – Você já parou para pensar? (Editora Saraiva, 2007),

Link para o trabalho da autora:

www.verarita.psc.br
Fonte: Instituto Akatu

terça-feira, 3 de junho de 2008

Casa mínima

Você já parou para pensar há quanto tempo não visita o quartinho da bagunça em sua casa? Ou quantos meses sua piscina não vê a sua sunga? A discussão sobre o espaço que o homem realmente necessita para viver inquieta arquitetos, urbanistas e filósofos há tempos. E, ainda hoje, o estilo de vida mais minimalista continua fazendo adeptos. Em 1997, o americano George Johnson conheceu a minúscula residência que o construtor Jay Shafer fez para si e, alguns anos depois, deram início ao Small House Society. O site é o principal difusor do movimento que defende que com uma casa menor e adaptada às suas necessidades, as pessoas têm uma rotina mais balanceada. Sobra tempo e dinheiro para outras áreas da vida, como família, casamento, educação, corpo e trabalho. Por abrir mão de espaços ociosos, mas que custam muito em manutenção, elas ainda evitam o desperdício de recursos do planeta. Conforto deixa de ser espaço para virar localização: assim, a praça arborizada do bairro pode ser o seu jardim, o café da esquina o lugar de encontro com os amigos e o banco da rua a sua sala de leitura. Como diz Jay Shafer em seu site:, Quando o mundo todo é a sua sala de estar, uma pequena casa parece suficiente.

Visite os sites que discutem a importância do espaço que você ocupa no planeta.

Site sobre o Small House Society, movimento que preza o viver bem em espaços menores
http://www.resourcesforlife.com/small-house-society

Site com histórias de pessoas que moram em casas pequenas
http://www.tumbleweedhouses.com/houses.htm

Site da obra americana Little House on a Small Planet
http://www.littlehouseonasmallplanet.com/index2.html

Da revista "Vida Simples"/junho/2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Encarou uma Reforma?


Então descubra os lugares onde é possível doar móveis e objetos de descarte de obras.

Aproveite a reforma da sua casa para ajudar alguém. Às vezes, quem precisa está muito perto de você – a empregada, o entregador de água, o porteiro... Mas móveis, peças, objetos usados e sobras de materiais de construção também podem ser doados a instituições, que se encarregam de encaminhá-los a quem precisa. Eis alguns sites de instituições que aceitam (e precisam) dessas doações . Ligue para saber como pode ajudar.

Ação Criança
São Paulo-SP
Fone: 11 3289-7400
www.acaocrianca.org.br

Aliança Internacional do Animal
São Paulo-SP
Fone: 11 3749-0800
aila@aila.org.br ou alia.org.br

APAE
São Paulo-SP
Fone: 11 5080-7000
www.apaesp.org.br

Arsenal da Esperança
São Paulo-SP
Fone: 11 6694-5444
www.arsenaldaesperanca.org.br

Associação de Apoio à Criança com Câncer
São Paulo-SP
Fone: 11 5084-5434
www.aacc.org.br

Associação Batista Beneficente e Missionária
Fortaleza-CE
Fone: 85 3290-2441
www.abbem.org.br

Associação Santo Agostinho
São Paulo-SP
Fone: 11 3887-8161
www.asa-santoagostinho.org.br

Exército de Salvação
São Paulo-SP
Fone: 11 5562-2285
www.exercitodesalvacao.org.br

Sistema Fiergs
Porto Alegre-RS
Fone: 51 3347-8787
www.fiergs.org.br

Da Revista Vida Simples - Novembro/2007

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Reutilizar e reciclar para não poluir o futuro


O Brasil recicla apenas 17,5 % do plástico rígido e do plástico filme, aquele usado em sacos de lixo e sacolas de supermercado. O resto vai parar no lixo, onde leva mais de 450 anos para se degradar. Se for depositado a céu aberto, o que acontece com 30% do lixo produzido no Brasil, o plástico dificulta a compactação do lixo e prejudica a decomposição dos materiais degradáveis. Ou seja, o lixão dura ainda mais tempo do que deveria.

Mas poderia ser pior. Se os plásticos não forem para o lixo e virarem sujeira em praias, por exemplo, vão causar ainda mais estragos. Calcula-se que o plástico mata 1 milhão de pássaros e 100 mil mamíferos marinhos por ano em todo o mundo. E, depois que esses animais morrem, o saco plástico volta a ficar livre para continuar matando outros animais.

Todos os dias são descartados milhões de sacos plásticos no Brasil. Mesmo que não levemos em conta os danos diretos ao ambiente ou a dificuldade que o plástico gera para a decomposição do lixo orgânico, é assustadora a idéia de que várias gerações de nossos descendentes terão de se defrontar com o estoque de bilhões de saquinhos gerados por nós. O lixo não desaparece num passe de mágica só porque o caminhão de coleta o levou para longe. Se o caminhão não aparecer, o lixo gerado por apenas três famílias, durante um ano, é suficiente para encher um apartamento de dois dormitórios até a altura dos joelhos.

É uma herança duradoura e nociva em relação ao conforto que oferece. É preciso pensar nisso antes de colocar uma revista num saco plástico só para carregá-la por 10 metros, até onde seu carro está estacionado. E tanto o vendedor de uma loja quanto o funcionário de um supermercado, quando entregam um monte de saquinhos ao cliente, acham — na maior boa vontade — que estão prestando um grande serviço. Mas, na verdade, estão colocando na mão de seu cliente um lixo que leva muito tempo para se decompor.

Por isso, evite o uso de sacos plásticos e prefira levar sua própria sacola quando for fazer compras.

Instituto Akatu pelo Consumo Consciente