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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Neblina

"Um velho mestre costumava dizer: ''Estar associado a um homem nobre é como andar na neblina. Mesmo que nunca tentemos molhar nossas roupas, ainda assim freqüentemente as veremos úmidas."

(extraido de"Shobogenzo Zuimonki"de Eihei Dogen Zenji)
Do Blog Daissen Zendô

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Como me tornar um sábio?

Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas…

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Bonecos

Eis aqui a história do monge Zen Hotan.

Hotan ouvia as preleções de um mestre. Na estréia das suas palestras, a assistência foi numerosa mas, pouco a pouco, nos dias seguintes, a sala se esvaziou; até que, um dia, Hotan ficou só na sala com o mestre. E este lhe disse:
- Não posso fazer uma conferência só para ti; de mais a mais, estou cansado.

Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia, porém, voltou só. Não obstante, disse ao mestre:
- Podeis fazer a conferência hoje, porque eu trouxe numerosa companhia!
Hotan trouxera bonequinhas, que espalhara pela sala. Disse-lhe o mestre:
- Mas são apenas bonecas!
- Com efeito , - respondeu-lhe Hotan. - mas todas as pessoas que aqui
vieram não são mais do que bonecas, pois não compreendem patavina dos
vossos ensinamentos. Só eu lhes compreendi a profundeza e a verdade.
Mesmo que muita gente tivesse vindo, serviria tão-somente de enchimento,
decoração, vazio sem fundo.

Conto Zen

terça-feira, 29 de julho de 2008

A Gen Kelsang Panchen


Aprendi com meu primeiro professor de Dharma, que uma prática poderosa era o regozijo. Quando você se sente feliz com a felicidade dos outros, elimina a inveja, o egoísmo.
Existem práticas do dia-a-dia que se tornam mais poderosas que horas de meditação, pois modificam o nosso padrão de pensamento. Se em tudo que formos fazer ou receber, desejarmos que todos os seres se beneficiem disso também, sentimos a compaixão mais de perto, além de reconhecermos que somos muito afortunados.
Certa vez, estava muito aborrecida porque tinha que limpar a minha casa e andava muito deprimida, quando me lembrei desse ensinamento. Enquanto limpava, desejava que todos os seres pudessem ter a proteção de uma casa como a minha, o conforto de uma cama, a água ao alcance de uma torneira, o alimento(e o dharma) sempre à mão, enfim, uma casa pra limpar...
Não me esqueço do estado de felicidade e plenitude que experimentei nesse dia. Foi a minha primeira lição prática de dharma.
Hoje estou longe desse meu primeiro mestre, mas ele continua iluminando meu caminho, como fez quando eu o conheci.