segunda-feira, 31 de março de 2008

Pensamento

Just hanging aroundImage from Flickr"Quando eu me despojo do que eu sou, eu me torno o que eu poderia ser."
( Lao-Tsé )

domingo, 30 de março de 2008

Meditação Amorosa




Que eu possa estar em paz, feliz e leve de corpo e de espírito
Que possa viver em segurança e livre de males
Que que eu possa estar livre da raiva, das aflições, medos e ansiedades
Que eu possa aprender a me olhar com olhos de compreensão e amor
Que eu possa reconhcer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em mim
Que eu possa aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em mim
Que eu possa alimentar as sementes de alegria em mim todos os dias
Que eu possa ser sereno, firme e livre
Que eu possa estar livre do apego e da aversão sem me tornar indiferente

Que aqueles(as) que amo possam estar em paz, felizes e leves de corpo e de espírito
Que aqueles(as) que amo possam viver em segurança e livres de males
Que aqueles(as) que amo possam estar livres da raiva, das aflições, medos e ansiedades
Que aqueles(as) que amo possam aprender a se olhar com olhos de compreensão e amor
Que aqueles(as) que amo possam reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em si mesmos(as)
Que aqueles(as) que amo possam aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em si mesmos(as)
Que aqueles(as) que amo possam alimentar as sementes de alegria em si mesmos(as) todos os dias
Que aqueles(as) que amo possam ser serenos(as), firmes e livres
Que aqueles(as) que amo possam estar livres do apego e da aversão sem se tornar indiferentes

Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam estar em paz, felizes e leves de corpo e de espírito
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam viver em segurança e livres de males
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam estar livres da raiva, das aflições, medos e ansiedades
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam aprender a se olhar com olhos de compreensão e amor
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em si mesmos(as)
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em si mesmos(as)
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam alimentar as sementes de alegria em si mesmos(as) todos os dias
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam ser serenos(as), firmes e livres
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam estar livres do apego e da aversão sem se tornarem indiferentes

Meditação adaptada pelo Ven. Nhat Hanh do texto Visuddhimagga, escrito por Buddhagosa em 430 d.C. - texto tradicional theravada.

sábado, 29 de março de 2008

Medicina Tibetana

O doutor Pema Dorjee, especialista de medicina tibetana, esteve no Brasil em setembro para ensinar que a saúde não é só uma questão do corpo. Suas idéias podem auxiliar a todos no encontro de uma vida mais plena, saudável e com novos significados.

Ele tem um olhar firme e um aperto de mão generoso. Sua voz clara e seus conceitos revolucionários causaram impacto nos ouvintes atentos, que durante cinco dias acompanharam sua visão sobre o desenvolvimento de doenças e a recuperação da saúde. “Sempre quis conhecer o Brasil. É um prazer estar aqui”, diz. Autor de vários livros, como o recente Spiritual Medicine of Tibet (sem tradução para o português), hoje ele atua como conselheiro de pesquisa do Instituto Médico Tibetano, em Dharamsala, Índia. Sua vinda teve o apoio da Associação Palas Athena e resulta da carta de intenção assinada entre o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o dalai-lama, quando esse último visitou o país no ano passado.
Vale a pena conhecer um pouco do que a medicina inspira da no budismo tem a nos ensinar.
A DOENÇA SURGE PORQUE IGNORAMOS COMO A VIDA REALMENTE É
Segundo a medicina tibetana, há um modo distorcido de compreender a realidade. É uma ignorância, que caracteriza todos os seres humanos. Não compreendemos o que é a vida ou quem somos. Para escapar dessa falsa visão do mundo, precisamos saber o que nos prende ao sofrimento. Idéias errôneas podem nos fazer sofrer tanto que acabam por conduzir a estados de completo desequilíbrio mental, energético e físico.
A IGNORÂNCIA GERA VENENOS
O estado de não-compreensão dá origem a três sofrimentos, ou venenos, que podem causar desequilíbrios físicos, energéticos e mentais.

1. A primeira condição que nos leva ao sofrimento é o apego. Nasce basicamente de nosso olhar: vemos algo e imediatamente o desejamos. Se ansiarmos muito, vamos fazer de tudo para obter aquilo, e o estresse causado por isso é incrível. Além do mais, a frustração e a insatisfação gerada por não conseguir o que queremos também ocasionam o sofrimento e, com base nele, várias doenças. Todo um conjunto de sintomas pode ser identificado como excesso de apego. Na iconografia tibetana, o apego é representado por uma serpente animal que pode ser magnetizado por objeto ou som.

2. O segundo veneno, ou condição de sofrimento, é a raiva. Ela se manifesta quando sentimos nosso território invadido, quando somos insultados ou quando achamos que perderemos algo. O problema não é sentir um pouco de raiva de vez em quando, mas reagir com raiva e agressividade à maioria dos estímulos ou, pior, engolir a raiva. É importante identificar por que a sentimos, de onde surge. O animal que mais simboliza a raiva e a agressividade, segundo os tibetanos, é o galo.

3. O terceiro veneno é a estreiteza mental. Os tibetanos simbolizam a estreiteza mental por um porco, o animal que se chafurda no chão e que não tem horizontes amplos. Como no caso da raiva e do apego, todo um conjunto de doenças pode ser detonado por essa característica.



OS VENENOS ATINGEM OS TRÊS TIPOS HUMANOS DE MODO DIVERSO
Para a medicina tibetana, existem três tipos básicos de ser humano. Eles normalmente são associados a animais ou a elementos da natureza para a melhor compreensão de suas características.

1. O primeiro tipo é agitado, ágil, instável, fala muito, tem o pensamento rápido e pode ser ansioso. Como as aves e os macacos, não consegue parar quieto. Está associado ao elemento ar e aos ventos – ou correntes de energia interna que atravessam o corpo sutil – e aos pulmões. Esse tipo humano é particularmente sensível ao apego e às doenças ocasionadas por ele (basicamente, são doenças mentais ou relacionadas ao sistema nervoso). Isso não quer dizer que não possa ter outras doenças ou ser afetado por outro tipo de emoção.

2. O segundo tipo está relacionado à raiva e ao elemento fogo. É altamente inflamável, agressivo, irritável, vem associado aos grandes felinos, como tigres e leões. Também está ligado à bílis, secreção da vesícula, e ao fígado, seus pontos fracos, como também o coração. São sensíveis às infecções.

3. O terceiro é mais tranqüilo: reage com lentidão e pensa devagar. A incapacidade de ver uma situação com clareza é seu problema. Portanto, esse temperamento está relacionado à mente presa a detalhes e sem grandes horizontes. Também está ligado ao elemento terra, ao estômago e à fleuma. Os elefantes e os búfalos simbolizam esse tipo de pessoa. São mais sensíveis às intoxicações e aos tumores (que, para a medicina tibetana, não passam da solidificação de toxinas). Como na medicina aiurvédica, uma pessoa pode apresentar um elemento predominante ou ser uma composição de dois tipos.
TRÊS ANTÍDOTOS
Para contrabalançar nossa tendência natural e neutralizar os venenos, existem maneiras de enfrentá-los.

1. Para os apegados, a melhor solução é aprender a se desgrudar da situação. E o maior argumento para isso, de acordo com o budismo, é a compreensão de que a vida é uma dança eterna, que muda o tempo todo, e é impossível querer fixá-la ao nosso gosto e prazer. Em outras palavras, reconhecer que a existência é impermanente e mutável. Uma pessoa pode querer muito alguma coisa ou alguém, mas a vida (ou o carma) pode não lhe permitir. Para transformar os desejos obsessivos, a medicina tibetana fala da importância de reconhecer as energias em jogo e relativizar as coisas. Esse novo olhar pode nos tornar mais maleáveis.

2. Para a raiva, é preciso suavizar (ou neutralizar de vez) a noção de posse – o discurso do eu, meu, minha. Enfim, o ideal é abrandar a força do ego, o grande motivador do temperamento agressivo. Os ensinamentos de Buda afirmam que tudo na vida se interliga como numa grande rede e se o ego puxa mais de um lado, quem sofre é ele mesmo. Diz a tradição budista que vivemos numa caixa, a caixa das percepções errôneas (o mundo de maia, ou ilusão). Pensamos que somos separados um do outro e queremos agir independentemente, sem considerar o conjunto. Seria como uma célula que resolvesse reagir por si só, ignorando o sistema (o corpo humano) que a alimenta. E o budismo vai além: diz que a realidade é virtual, só tem existência relativa, como um sonho. Por quê, então, querer garantir o que é seu e defender tanto o seu eu se ele nada mais é do que... um sonho?

3. Para a mente tacanha, a grande indicação é ampliar o horizonte com conhecimento e sabedoria. Os budistas chamam esse conjunto de ensinamentos de darma. Embora o darma seja útil para qualquer um dos venenos, a mente estreita é o que mais se beneficia deles. ALIMENTOS ADEQUADOS A CADA TIPO
Todos os seres humanos têm os três temperamentos (denominados ventos – ou correntes de energia –, bílis e fleuma), embora um ou outro se manifeste mais intensamente. Para equilibrá-los, é preciso adequar a alimentação aos tipos.

1. Quem manifesta mais as características do sistema relativo ao elemento ar deve evitar as frituras. Desenvolver atividades que acalmam e estimulam a concentração.

2. Os mais agressivos devem evitar alimentos quentes (condimentados), assim como exercícios intensos, que aumentam o elemento fogo.

3. Os doces não são recomendados aos tipos ligados ao elemento terra, embora gostem muito deles. Exercícios e esportes podem equilibrar sua tendência em se tornar demasiadamente sedentários ou obesos.
PARA UMA VIDA MELHOR
A boa digestão precisa de comida quente. O excesso de comida fria (saladas, sanduíches frios, alimentos crus) dificulta o metabolismo e, com isso, mais toxinas podem ir para o sangue. É bom acompanhar uma comida fria com algo quente e evitar comer saladas à noite, quando o corpo pede algo que aqueça e conforte. O doutor Dorjee também aconselha esperar que a digestão de uma refeição se complete antes de ingerir outros alimentos. Se na digestão de um alimento ingerimos algo, o processo começa de novo e o alimento anterior não é bem assimilado. O médico também recomenda não misturar certos alimentos. Por exemplo: evite tomar um copo de leite e, 15 minutos depois, um chá com limão. Outro cuidado: carne e queijo também não se harmonizam. Conhecer esses alimentos antagônicos é uma chave para encontrar a saúde.
POR QUE SER SAUDÁVEL E TER VIDA LONGA?
Nessa medicina espiritual, não se é saudável apenas para si. Há uma razão maior: diz respeito a praticar o bem, o darma cotidiano, ao aprofundamento espiritual para beneficiar todos os seres (o darma sagrado). Diz o doutor Dorjee que toda tradição espiritual também tem seu conjunto de darma, tanto o cotidiano como o sagrado, e que ensinamentos éticos e espirituais podem ser encontrados em qualquer religião.

Matéria extraída da Revista Bons Fluidos/Novembro 2007
Texto: Liane Alves

quinta-feira, 27 de março de 2008

Talvez...

Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.
"Que má sorte!" eles disseram solidariamente.
"Talvez," o fazendeiro calmamente replicou. Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.
"Que maravilhoso!" os vizinhos exclamaram.
"Talvez," replicou o velho homem. No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.
"Que pena," disseram.
"Talvez," respondeu o fazendeiro. No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram. Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.
O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:
"Talvez."

segunda-feira, 17 de março de 2008

Mantra

Mantra
Nando Reis
Composição: Nando Reis / Arnaldo Antunes

Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...

Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...

Hari Krishna Hari Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...

Hari Krishna Hari Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...



Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte o seu
Guia natal..

Aaadeeeus Dooooor...(4x)

Hari Krishna Hari Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)



sábado, 15 de março de 2008

The memory of trees

Pedras no lago


"Nossas ações viram causas e, dessas causas, naturalmente, vêm resultados. Tudo que é colocado em movimento produz um movimento correspondente. Se você joga uma pedra em uma lagoa, formam-se ondulações em círculos, batem na margem e voltam. O mesmo se passa com o movimento dos pensamentos. Quando os resultados desses pensamentos retornam, sentimo-nos vítimas indefesas: "Estávamos inocentemente vivendo nossa vida... por que todas essas coisas estão acontecendo conosco?" O que acontece é que as ondulações estão voltando para o centro. Isso é o carma."

Chagdud Tulku Rinpoche, em "Portões da Prática Budista".

Prisão do apego

"O que acontece quando não nos soltamos? Na Ásia há uma armadilha astuta para capturar macacos. As pessoas esvaziam um côco, colocam algo doce dentro e fazem um buraco na parte de baixo -- do tamanho exato para o macaco enfiar sua mão aberta, mas pequeno demais para ele retirar a mão fechada. Eles prendem o côco a uma árvore, o macaco vem e fica preso.

O que o mantém preso? Apenas a força do desejo, de se segurar, do apego. Tudo que o macaco tem a fazer é soltar o doce, abrir sua mão, deslizá-la para fora e ser livre. Mas apenas um macaco muito raro irá fazer isso."

Joseph Goldstein, em "Transforming the Mind, Healing the World

quarta-feira, 12 de março de 2008

"Trazendo a Mente para Casa"

Source: Wikipedia"Tal como o oceano tem ondas e o sol tem raios, a radiância própria da mente são seus pensamentos e emoções. O oceano tem ondas, mas não é particularmente perturbado por elas. As ondas são a mesma natureza do oceano. As ondas aparecem, mas para onde vão? De volta ao oceano. E de onde vêm? Do oceano. Do mesmo modo, pensamentos e emoções são a radiância e a expressão da verdadeira natureza da mente. Eles surgem na mente, mas onde se dissolvem? Na própria mente. O que quer que apareça, não o encare como um problema particular; se você não reage de maneira impulsiva, se sabe ser apenas consciente, isso assentará novamente em sua natureza essencial. [...]
Assim, não importa que pensamentos e emoções apareçam, permita que eles venham e assentem, como as ondas do oceano. Não importa o que se perceba pensando, deixe esse pensamento surgir e se assentar, sem interferência. Não se apegue a ele, não o alimente, não lhe preste demasiada atenção; não se agarre a ele e não tente dar-lhe solidez. Nem siga ou convide os pensamentos; seja como o oceano olhando para suas próprias ondas ou o céu do alto observa as nuvens que passam por ele. [...]
Então o que importa de fato não é só a prática de sentar-se para meditar, mas muito mais o estado da mente em que você se encontra depois da meditação. É esse calmo e centrado estado da mente que você deve prolongar em tudo o que faz. Gosto da história Zen em que o discípulo pergunta ao mestre:

— "Mestre, como o senhor põe a iluminação em ação? Como pratica na vida de todo dia?"

— "Comendo e dormindo", responde o mestre.

— "Mas, Mestre, todo mundo come e todo mundo dorme".

— "Mas nem todos comem quando comem e nem todos dormem quando dormem".

Daí vem a famosa citação Zen: "Quando como, como; quando durmo, durmo".
Com muita freqüência as pessoas procuram a meditação com a esperança de resultados extraordinários, como visões, luzes ou algum milagre sobrenatural. Quando nada disso acontece, sentem-se desapontadas. Mas o milagre verdadeiro da meditação é mais ordinário e muito mais útil. É uma transformação sutil, que não acontece apenas na sua mente e nas suas emoções mas também e realmente no seu corpo. E é muito curativa. Cientistas e médicos descobriram que, quando você está em boa disposição de espírito, até mesmo as células do seu corpo estão como se se sentissem mais felizes; e quando sua mente está num estado negativo, suas células podem se tornar malignas. O estado geral de sua saúde tem muito a ver com o estado da sua mente e com seu modo de ser.
Como o moderno escritor inglês Lewis Thompson escreveu: "Cristo, poeta supremo, viveu a verdade tão apaixonadamente que cada gesto seu, a uma só vez Ato puro e Símbolo perfeito, personifica o transcendente".

É para personificar o transcendente que estamos aqui."

Sogyal Rinpoche, O Livro Tibetano do Viver e do Morrer
(Editora Talento / Palas Athena)

Pra rir um pouco

video

segunda-feira, 10 de março de 2008

Ah! Sempre a rotina...

Olha que bacana o texto que recebi pela internet hoje:

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho da mesma forma. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. (isso é mostrado no documentário QUEM SOMOS NÓS) Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São apagados de sua noção de passagem do tempo... Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA Não me entenda mal.
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias, preferencialmente, para um lugar diferente ;quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos, netos, (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Curta sua paixão, seu amor, e viva com ela, momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente. veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos.....
em outras palavras...... V-I-V-A. !!! Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes,músicas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida. E SCR EVA emtAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E rEn tEs !CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, ame, PICOTE, INVENTE,AME, REINVETE
.....