quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO!!!

Metas para 2009:


Esquecer mais de "mim";

Enxergar mais o "outro"

Converter minhas intenções em ações;

Falar menos, agir mais;

Ter mais disciplina;

Contar menos o tempo;

Julgar menos;

Tolerar mais;

Meditar mais;

Me preocupar menos;

Viver mais aqui e agora;

Enxergar as bençãos diárias;

Fazer o que estiver ao meu alcance para levar tudo isso ao maior número de seres possível;

Cumprir minhas metas;

Não ter que me preocupar tanto com metas no ano que vem!


QUE TODOS TENHAM AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA CUMPRIR SUAS METAS EM 2009!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Balanço de Natal

Nesse fim de ano tive uma lição às avessas. Tive que me “perder”, pra depois lembrar o caminho de volta pra "casa"...
Quando nem bem começou o mês de dezembro, me vi envolvida com crianças de férias, preparativos de Natal, compras de presentes, família, ceia etc., e acabei deixando de lado minhas meditações, minhas leituras, enfim, mergulhei de cabeça no turbilhão dos pensamentos sem rédeas, sem aqui e agora.

Quando me dei conta, estava envolvida em sentimentos pequenos do tipo: “alguém me ofendeu”, "fulano não se lembrou do meu aniversário”, e por aí vai... - era o meu Super Ego gritando!

A partir daí tive a nítida visão do que a meditação estava fazendo por mim ... - não que eu estivesse em um estágio avançado ou coisa parecida, mas o pouco que trabalhei em mim através dela já havia me dado uma dose extra de paciência, de tranqüilidade, de compreensão - do estar aqui e agora...

Senti como se sente uma pessoa obesa que conseguiu perder uns doze quilos e depois passa uma semana comendo doces...

Cadê a minha mente? Viajou de férias...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sangha

Ao ler esse texto hoje no blog Para ser zen, senti uma enorme esperança de que nesse ano que começa encontrarei minha sangha. Esse texto explica profundamente o significado que ela tem em nossas vidas. É o que falta no meu caminho...

"Quando agimos como uma comunidade de praticantes, permeados pela energia da atenção e da compaixão, nós somos poderosos. Quando fazemos parte de uma comunidade espiritual, nós temos muita alegria e podemos resistir melhor à tentação de entregar-nos à desesperança. A desesperança é uma grande tentação em nosso século. Sozinhos, nós somos vulneráveis. Se tentarmos ir para o oceano como um único pingo d’água, evaporaremos antes de chegar lá. No entanto, se formos como um rio, se formos como uma comunidade, certamente chegaremos ao oceano. Tendo uma comunidade caminhando conosco, apoiando-nos e fazendo-nos lembrar sempre do céu azul, nós jamais perderemos a fé. Como líder político ou empresarial, assistente social, professor ou pai, você precisa ser lembrado de que o céu azul ainda está ali à sua espera. Todos precisamos de uma comunidade, uma Sangha que nos impeça de mergulhar no pântano da desesperança.

A construção da comunidade é a tarefa mais importante do nosso século. Como pode o século XXI ser um século de espiritualidade se nós não encararmos o trabalho de construir e fortalecer comunidades espirituais? Como indivíduos, nós já sofremos enormemente. O individualismo predominante e as famílias se desfazem. Com isso, a sociedade ficou profundamente dividida. Para que este século seja um século de espiritualidade, é preciso que o espírito de congraçamento nos guie. Deveríamos aprender a fazer coisas juntos, a compartilhar nossas idéias e a aspiração profunda que temos no coração. Temos de aprender a ver a Sangha, a nossa comunidade, como nosso corpo. Necessitamos uns dos outros para praticar a solidez, a liberdade e a compaixão e assim podermos lembrar às pessoas que sempre há esperança."


Thich Nhat Hanh, Serenando a mente - O olhar budista sobre o medo e o terrorismo, Editora Vozes, Petrópolis, 2007

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Parar, Acalmar-se, Descansar e Curar-se

Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Aonde você está indo?" e o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!" Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

Precisamos aprender a arte de fazer cessar — parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda - para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.

Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito "vashana" acaba vencendo e nos levando de roldão.

Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. "Alô força do hábito, sei que você está aí!" Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.

Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto.

Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando. Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação — shamatha — é fazer parar.

A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fôssemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buddha ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:

1. Reconhecimento: se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".
2. Aceitação: quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em
3. Acolher: abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.
4. Olhar em profundidade: quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.
5. Insight: o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.

Depois de nos acalmarmos, a terceira função da shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada — repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.

O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar. A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buddha disse: "Meu Dharma é a prática do não-fazer."1 Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.

Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

(Thich Nhat Hanh. A essência dos ensinamentos de Buda:
como transformar o sofrimento em paz, alegria e liberação.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Inimigos

Quem conseguir ver os "inimigos" que lhe fizeram mal como "grandes professores" terá compreendido a sexta percepção e ido além, pois perdão dessa magnitude é sempre acompanhado do advento de enorme alegria e felicidade. Rompendo as correntes do passado desse modo, transformamos de fato as condições e o rumo de nosso carma.

Embora a maioria das pessoas perceba que o melhor é não se ater a erros do passado, poucas conseguem fazê-lo. A maneira correta de abrir mão do passado é nos beneficiar dele. Em vez de ficarmos bravos com algo que consideramos "errado", deveríamos analisar a questão mais profundamente e descobrir como ela poderia nos ajudar.

Não cresce espiritualmente quem nada experimenta. Reveses e dificuldades podem e devem ser aproveitados para nosso aperfeiçoamento como incentivo a novas realizações. Estagnam os países em que há apenas um partido político, ao contrário daqueles onde as instituições democráticas estão em pleno funcionamento. Torna-se fraco o corpo que nunca se exercita; fica forte e saudável o que é obrigado ao esforço. O problema é perceber apenas um lado da dualidade. Convém considerar como fazer a situação nos fortalecer e ajudar. "Erros do passado" são velhas lições que ainda não aprendemos direito. Ressentir-nos com isso só fará agravar o problema que os gerou.

- Hsing Yun (mestre budista chinês fundador da Ordem Fo Guan Shan)


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domingo, 7 de dezembro de 2008

Espiritualidade

"Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses hão de ser
os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade."
E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro
- existirão milagres mais estranhos?"

(Walt Whitmann)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ameaça de boicote X liberdade diplomática

Presidente da França fará reunião com Dalai Lama na Polônia

Primeiro encontro entre os dois líderes é criticado pela China.

Sarkozy almoçará com representantes de nove países do Leste Europeu.

Da France Presse


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, irá se reunir neste sábado (6), pela primeira vez, com o Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano, no porto de Gdansk, norte da Polônia, apesar de duras queixas por parte da China e de sua ameaça de boicote a produtos franceses.

Sarkozy chegou por volta das 12h30 (horário local) a Gdansk, onde participará da cerimônia do 25º aniversário da entrega do Prêmio Nobel da Paz ao presidente polonês, Lech Walesa, fundador do histórico sindicato Solidarnosc.

O presidente francês deve se encontrar com o Dalai Lama, Prêmio Nobel da Paz em 1989, às 16h30, no que será a primeira reunião de um presidente francês com o líder tibetano, exilado desde 1959 em Dharamsala, norte da Índia.

"Este encontro será um sinal muito forte para os tibetanos, para nossos compatriotas que lutam encarniçadamente de forma não violenta (...) há tanto tempo", declarou o secretário do Escritório do Tibete em Paris, Wangpo Bashi, a uma emissora francesa.

Desde que o encontro foi anunciado, há várias semanas, a China pressiona a França para voltar atrás, chegando a cancelar uma cúpula China-União Européia (os franceses ocupam atualmente a presidência rotativa do bloco), que deveria ter acontecido no dia 1º de dezembro em Lyon, centro-oeste da França, e uma cúpula bilateral, que seria realizada no palácio do Eliseu.

Agora, Pequim ameaça instituir um boicote aos produtos franceses. A China já havia feito pressões semelhantes em julho e agosto, quando o presidente francês informou que não sabia se compareceria à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Após uma visita de Sarkozy à capital chinesa no fim de 2007, empresas francesas obtiveram contratos no valor de 20 bilhões (25 bilhões de dólares) de euros com o país.

Em agosto, durante uma visita Paris, o Dalai Lama precisou se conformar com um encontro com a primeira-dama francesa, Carla Bruni Sarkozy, e com uma reunião com o chanceler, Bernard Kouchner.
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Do Portal de notícias G1.globo.com

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E-mail de um morador de Itajai

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Meus amigos,

Ontem 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão,mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.

As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.

Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperará-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.

Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:

- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros;

- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma;

- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral;

- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás;

- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas;

- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas;

- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava;

- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas;

- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração;

- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.



Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:



- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma;

- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver;

- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença;

- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida;

- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul;

- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões de mantimentos;

- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram como veteranos;

- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram, orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas;

- Aos Médicos Voluntários;

- Às enfermeiras Voluntárias;

- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos;

- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso;

- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar;

- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade;

- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa;

- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem;

- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos;

- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem;

- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa;

- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou;

- A todos que oraram por todos;

- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas;

- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira;

- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente;

- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém;

- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.


Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:


COMEÇAR DE NOVO


Eu tinha medo da escuridão

Até que as noites se fizeram longas e sem luz

Eu não resistia ao frio facilmente

Até passar a noite molhado numa laje

Eu tinha medo dos mortos

Até ter que dormir num cemitério

Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires

Até que me deram abrigo e alimento

Eu tinha aversão a Judeus

Até darem remédios aos meus filhos

Eu adorava exibir a minha nova jaqueta

Até dar ela a um garoto com hipotermia

Eu escolhia cuidadosamente a minha comida

Até que tive fome

Eu desconfiava da pele escura

Até que um braço forte me tirou da água

Eu achava que tinha visto muita coisa

Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas

Eu não gostava do cachorro do meu vizinho

Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar

Eu não lembrava os idosos

Até participar dos resgates

Eu não sabia cozinhar

Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome

Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras

Até ver todas cobertas pelas águas

Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome

Até a gente se tornar todos seres anônimos

Eu não ouvia rádio

Até ser ela que manteve a minha energia

Eu criticava a bagunça dos estudantes

Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias

Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos

Agora nem tanto

Eu vivia numa comunidade com uma classe política

Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora

Eu não lembrava o nome de todos os estados

Agora guardo cada um no coração

Eu não tinha boa memória

Talvez por isso eu não lembre de todo mundo

Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos

Eu não te conhecia

Agora você é meu irmão

Tínhamos um rio

Agora somos parte dele

É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio

Graças a Deus

Vamos começar de novo.



É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.
Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer
como ser humano.

Pelo menos é a minha hora, acredito.



Que Deus abençoe a todos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Oportunidades

"Por um lado, ter um inimigo é muito ruim. Perturba nossa paz mental e destrói algumas de nossas coisas boas. Mas, se vemos de outro ângulo, somente um inimigo nos dá a oportunidade de exercer a paciência. Ninguém mais do que ele nos concede a oportunidade para a tolerância. Já que não conhecemos a maioria dos cinco bilhões de seres humanos nesta terra, a maioria das pessoas também não nos dá oportunidade de mostrar tolerância ou paciência. Somente essas pessoas que nós conhecemos e que nos criam problemas é que realmente nos dão uma boa chance de praticar a tolerância e a paciência."

Dalai Lama

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Neblina

"Um velho mestre costumava dizer: ''Estar associado a um homem nobre é como andar na neblina. Mesmo que nunca tentemos molhar nossas roupas, ainda assim freqüentemente as veremos úmidas."

(extraido de"Shobogenzo Zuimonki"de Eihei Dogen Zenji)
Do Blog Daissen Zendô

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bençãos


A maior bênção não é aquela que cai dos céus e nos é dada, mas é a felicidade que cada um de nós é capaz de gerar para si próprio.

-Thich Nhat Hanh

domingo, 23 de novembro de 2008

Ouvir



Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

- Fernando Pessoa

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Transformando nosso presente e nosso passado

Todos nós cometemos erros no passado. Mas esses erros podem ser apagados. A gente pode até pensar que pelo fato do passado já ter ocorrido, não podemos mais voltar e corrigir os nossos erros. Mas o passado criou o presente, por isso, ao praticarmos a plena consciência no presente, estaremos naturalmente em contato com ele. Ao transformarmos o presente, transformamos ao mesmo tempo o passado. Nossos ancestrais, pais, irmãos e irmãs estão intimamente ligados a nós – nosso sofrimento e felicidade estão intimamente ligados ao deles, assim como o sofrimento e a felicidade deles estão intimamente ligados ao nosso. Se pudermos transformar a nós mesmos, estaremos transformando-os também. Nossa própria emancipação, paz e alegria significam a emancipação, paz e alegria dos nossos pais e ancestrais.
Centrarmo-nos no presente para transformá-lo é a única forma de trazer paz, alegria e emancipação para aqueles que amamos e curar as feridas que provocamos no passado.


Thich Nhat Hanh
Do Blog Interser

A paz

"A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais..."

Gilberto Gil

sábado, 15 de novembro de 2008

Dharma com pipoca

"A operação mental legitima aquilo que cognitiva, emocional ou carmicamente percebemos. Estamos presos a este automatismo, e, através disto, os sentidos físicos nos introduzem em realidades virtuais. Se não fosse assim, os filmes no cinema não funcionariam, acontece que a emoção passa através dos sentidos físicos e viajamos mentalmente devido aos automatismos cármicos de resposta. Cada vez que vemos o filme, secretamente desejamos que o Titanic não afunde e conduzimos nossas emoções de acordo com os eventos na tela, mesmo que já saibamos o final do filme."

Lama Padma Samten
+ no site da CBBSP

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Achando a própria mente

Nós temos a tendência de pensar na mente como “aqui dentro” e no mundo como “lá fora”, a mente como subjetiva e o mundo, o corpo, como objetivo. Buda ensinou que mente e objeto da mente não existem separadamente, eles interexistem. Sem este, o outro não pode ser. Não há observador sem o observado. Objeto e sujeito se manifestam juntos. Geralmente quando pensamos em mente, pensamos somente em consciência mental. Mas mente não é apenas consciência mental, ela também é manas, ela também é consciência armazenadora.

(...)

Vendo uma flor, nós a identificamos como uma rosa branca, e estamos muito certos de que esta é uma realidade objetiva que existe separadamente da nossa consciência – quer estejamos pensando na flor ou não, ela está ali. Ela pertence à realidade objetiva externa. Temos a tendência de pensar desta maneira. Mas nós aprendemos com a ciência que as cores que percebemos é uma matéria da vibração de uma onda de luz particular. Se o comprimento da onda for demasiadamente curto ou demasiadamente longo nós não a percebemos. Quando as freqüências são apropriadas aos órgãos dos nossos sentidos nós acreditamos que aquelas coisas existem. Mas quando não percebemos a freqüência, pensamos que elas inexistem. Eu posso perguntar a outro ser humano: “Você vê a mesma coisa que eu vejo? Você ouve o que eu ouço?” E a pessoa responde: “Sim, eu vejo o que você vê, eu ouço sim o que você ouve.” Então você tem a impressão, como nós dois concordamos com aquilo, que aquilo deve ser daquela forma, e que é algo objetivo e externo. Mas esquecemos do fato de que nós seres humanos somos constituídos de modo semelhante. Nossos órgãos dos sentidos são constituídos de modo semelhante. Todos nós concordamos que isto é uma mesa; nós a chamamos “mesa”. Nós somos da mesma opinião que ela é um suporte para nós escrevermos sobre ela. Porque somos seres humanos temos a tendência de olhar para esta mesa, como um instrumento. Mas se tivéssemos nascido cupins, olharíamos para a mesa de modo diferente. Nós poderíamos vê-la como uma fonte de comida, suculenta, saborosa e nutritiva. Os cupins são construídos de tal modo que a mesa se torna alimento; nós somos construídos de tal modo que a mesa é um suporte para nossa escrita e leitura.

Thich Nhat Hanh
Leia a íntegra do texto

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A visão japonesa do homem

A visão japonesa do homem se baseia no pensamento budista. Apresentamos aqui um de seus aspectos.

No Budismo, é costume dividir os tipos humanos em dez categorias, segundo adiantamento e conteúdos de seu espírito. São elas expressas em linguagem simbólica, como se constituíssem dez planos diferentes de existência.

1) Infernal – a mais baixa das categorias, englobando os que se submergem totalmente em atos contrários à natureza humana, alcançando por conseqüência sofrimentos sem conta.

2) Animal – categoria onde falta todo e qualquer refreamento, etiqueta ou regra de conduta, bem como a consciência. Os indivíduos agem inteiramente levados por seus instintos, sem levar em conta circunstâncias, hora e lugar.

3) Demônios famintos – outra categoria inconsciente, em que os seres se deixam levar por seus desejos, sem conseguir satisfaze-los nunca, agindo como famintos ou sedentos desesperados.

4) Titãs – seres que às vezes conseguem praticar o bem, mas vivem em conflito ideológico e constantemente lutam, de maneira inconsciente.

5) Celeste – plano dos que, embora inconscientemente, agiram conforme a ética e por conseguinte experimentam sensação agradável de viver num paraíso pleno de delícias. Porém, como não há consciência, terminada a energia gerada por suas boas ações, precipitam-se no plano infernal.

6) Humana – categoria onde alegrias e sofrimentos coexistem em partes iguais, e pela primeira vez desperta a consciência. Busca-se o conhecimento da essência da felicidade e das causas do sofrimento; escolhe-se conscientemente o caminho a seguir, consciente e racionalmente. A escolha correta permite dar o primeiro passo na trilha da perfeição humana.

7) Discípulos que ouvem a Lei – aqui, como primeiro passo para a perfeição, o homem aprende as Quatro Nobres Verdades, que esclarecem a natureza do mundo e os métodos que levam à perfeição, segundo o Budismo.

8) Os que discernem sozinhos a Lei – Aqui o homem compreende e pratica a Lei da Originação Condicionada, objeto das contemplações de Buda. Transcende o domínio dos instintos vulgares e age conforme a Lei, sempre de uma maneira racional, sem se deixar possuir pelas paixões e emoções; consegue transcender a vida e a morte, alcançando uma perfeita tranqüilidade de espírito.

9) Bodhisattva – Desenvolve-se espontaneamente a partir do anterior. O indivíduo já está apto a atingir a décima categoria.

10) Búdica – mas faz um voto de não atingi-la enquanto não conseguir instruir todos os seres viventes. Passeia livremente pelas categorias anteriores, empenhando-se na salvação alheia e na plena realização dos ideais búdicos. Incessantemente pratica e prega as Seis Virtudes do Bodhisattva ( Seis Paramitas): Caridade, Moralidade, Paciência, Perseverança, Concentração e Sabedoria. É um praticante do Caminho de Buda e uma encarnação da Misericórdia.

No Japão considera-se que todo o Homem deve viver como um Bodhisattva, para atingir a perfeição. O ideal do Bodhisattva é lembrado nas festas dos equinócios, celebradas no início da primavera e do outono. O dia de equinócio, em que o sol transpõe a linha do Equador, nem quente nem frio, dia e noite de igual duração, ameno e agradável, é destinado a honrar a memória dos antepassados virtuosos, ao passo que os três dias anteriores e os três posteriores são consagrados aos Seis Paramitas. São duas semanas anuais dedicadas à auto-reflexão, ao auto-aprimoramento e ao aprendizado das virtudes beneficiadoras da humanidade. Visam fazer de todo o homem um Bodhisattva, um ser que marcha para a perfeição. São celebradas há 1.500 anos.

Criticam-se os japoneses como exageradamente obsequiosos; isso é fruto das diretrizes de educação no Japão moderno, que esvaziaram o ideal de Bodhisattva de seu espírito, conservando só a forma.

A verdadeira concepção japonesa do Homem é a conscientização e prática do ideal do Bodhisattva, que possibilita o progresso e a coexistência pacífica da humanidade.

Do Blog Sangha Margha

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Assim mesmo...

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas,
ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-la de
egoísta, interesseira.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é vencedora, terá alguns falsos
amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesta e franca,as pessoas
podem enganá-la.
Seja honesta e franca assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

O bem que você faz hoje pode
ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor
de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nosso Verdadeiro Lar

Quando praticamos a meditação andando, chegamos a todo momento. Nosso verdadeiro lar é o momento atual. Quando entramos profundamente no momento atual, nossas queixas e preocupações desaparecem, e descobrimos a vida com todas as suas maravilhas. Inspirando,dizemos a nós mesmos:"Eu cheguei". Expirando, dizemos:"O meu lar". Fazendo isso, superamos a dispersão e habitamos pacificamente no momento atual, que é o momento absoluto de conscientização para nós.

Thich Nhat Hanh (extraido do Livro Meditação Andando)
Do Blog Sanga Virtual

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A mente desperta tem que ser engajada

"Quando eu vivia no Vietnã, muitas das nossas aldeias foram bombardeadas. Em conjunto com meus irmãos e irmãs monásticos, tive que decidir o que fazer. Deveríamos continuar nossas práticas nos mosteiros ou deveríamos sair dos templos de meditação para ajudar as pessoas que sofriam com as bombas? Após uma reflexão cuidadosa, resolvemos fazer as duas coisas: sair para ajudar as pessoas e fazer isso com a plena consciência. Chamamos essa prática de budismo engajado. A plena consciência tem que ser engajada. Se existe a visão, tem que existir a ação. Do contrário, de que valeria a visão?

Devemos estar alertas para os verdadeiros problemas do mundo. Assim, com plena consciência, saberemos o que fazer e o que não fazer para ajudar. Se nos mantivermos cientes da nossa respiração e continuarmos a praticar o sorriso, mesmo em situações difíceis, muitas pessoas, animais e plantas irão se beneficiar da nossa forma de agir. Você massageia a Mãe Terra cada vez que o seu pé a toca? você costuma plantar sementes de alegria e paz? Eu tento fazer exatamente isso a cada passo, e sei que a Mãe Terra aprecia imensamente. A paz a cada passo. Vamos continuar nossa jornada?"

Thich Nhat Hanh
Do Blog Interser

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Como me tornar um sábio?

Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas…

domingo, 2 de novembro de 2008

Ostra Feliz Não Faz Pérola

"(...) A ostra, para fazer pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: "Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas..." Ostras felizes não fazem pérolas...Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída...Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. ..."

Rubem Alves

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Qual a melhor religião?

Leonardo Boff pergunta a Sua Santidade Dalai Lama:

"Santidade, qual é a melhor religião?"

Sua Santidade responde:

"Aquela que te faz sentir mais compassivo, mais sensível, mais desapegado, mais humanitário, mais responsável, mais amoroso. A religião que consegue fazer isso de ti é a melhor religião"

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sábado, 25 de outubro de 2008

Natal 2008 - Espalhe essa idéia

Para o Natal 2008 ( espalhe essa idéia) Que tal fazer algo diferente, este ano? Sim ... Natal ... daqui a pouco ele chega .Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?

Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis. Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó...É uma idéia. É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

Na vida, a gente passa por 3 fases:
- a primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
- a segunda, quando deixamos de acreditar e
- a terceira, quando nos tornamos Papai Noel!!!

Projeto Papai Noel dos Correios
O que é:
O Projeto Papai Noel dos Correios é uma ação corporativa, desenvolvida em todas as 28 diretorias regionais, que tem como foco principal o envio de carta-resposta às crianças que escrevem ao 'Papai Noel'. O objetivo central é manter a magia do Natal.

A quem se destina?
O destinatário do projeto é a criança que envia pelos Correios uma cartinha ao Papai Noel. As cartas que partem das comunidades carentes em todo o País são separadas e colocadas à disposição da sociedade para quem quiser adotá-las. Ou seja, nem todas as crianças carentes serão necessariamente atendidas.

Como é feita a triagem?
Inicialmente são descartadas as correspondências que não contêm remetentes ou as com endereços repetidos. Portanto, não adianta mandar mais de uma carta, pois não se trata de sorteio. Assim, é importante o correto preenchimento do nome e endereço do destinatário, com CEP. Cartas de adultos não são atendidas, bem como pedidos de medicamentos, celular, MP3, DVD, notebooks e afins. Os critérios de atendimento de pedidos são razoabilidade e possibilidade.

Cada Regional tem um método de trabalho para classificação e seleção das cartas destinadas para adoção, considerando diversos fatores, tais como: tamanho da área abrangida, número de correspondências, número de adoções, número de voluntários envolvidos, etc.

Quem pode colaborar?
Todas as pessoas da sociedade podem colaborar, tanto como voluntários para auxiliar na leitura e triagem das cartas, como para adotar um pedido. Para isso, basta entrar em contato com a 'Casa do Papai Noel' de sua região (clique aqui).

Histórico do projeto
O projeto no formato atual existe desde 1994, embora ações isoladas deste tipo nos Correios tenham sido registradas há mais de 20 anos. Atualmente, envolve empregados voluntários dos Correios em todo o Brasil , com a colaboração também de voluntários da sociedade. Não possui caráter político, religioso, partidário ou comercial.

Desde a criação do projeto o número de correspondências vem aumentando, embora não seja esta a meta dos Correios.

Veja aqui os telefones para contato.

http://www.correios.com.br/institucional/conheca_correios/acoes_cidadania/papai_noel.cfm

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um país em busca da felicidade

Thimphu, a capital do Butão, estará em festa nos dias 6, 7 e 8 de novembro. O jovem Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, de 28 anos, receberá de seu pai a coroa real e se tornará o Quinto Rei do Butão. Essa transição de poder, com data recomendada pelos três principais astrólogos do país, é mais um marco da transformação que acontece no reino encravado nos vales do Himalaia. Quem cede a coroa é o Quarto Rei, Jigme Singye Wangchuck. Ele abdicou do trono em dezembro de 2006, em favor de seu filho mais velho, mesmo estando em excelente estado de saúde e com apenas 50 anos de idade. Sua atitude surpreendeu o país, pois Jigme Singye foi e continua sendo querido – quase venerado – por uma maioria esmagadora da população.

Jigme Singye ainda estipulou, na nova Constituição proposta por ele, que os próximos reis deverão obrigatoriamente renunciar aos 65 anos. Também convenceu seus súditos a eleger, por voto direto, em março de 2008, uma Assembléia Nacional e aceitar que o líder do partido majoritário fosse o primeiro-ministro. No ano passado, o rei visitou cidades e vilarejos dos 20 dzongkhags (distritos) para persuadir a população tradicional – ainda atada ao sistema monárquico – a votar, pois essas reformas seriam positivas. Seu recado: só existe um futuro para o reino, a democracia. Uma postura de desapego ao poder é tão raramente registrada que o monarca foi considerado pela revista Time, em 2006, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Uma das explicações para essa atitude é a importância do budismo no Butão.
O plano do Quarto Rei era bem maior do que continuar regendo: transformar o poder absoluto do rei em uma monarquia constitucional. E incluir a felicidade como meta principal de sua nação. Inspirado pelos princípios budistas da compaixão e da harmonia, Jigme Singye cunhou, nos anos 80, o conceito de Felicidade Interna Bruta. A FIB pretende ser uma medida alternativa ao conhecido Produto Interno Bruto e ir mais além do total de serviços e mercadorias produzidos por um país.

Ao propor um conceito que sublinhava o bem-estar do indivíduo e da sociedade, as palavras de Jigme Singye cruzaram os picos do Himalaia e os oceanos do globo. Há algumas décadas, pensadores e economistas alternativos vêm considerando o tradicional PIB como uma medição limitada e, em alguns casos, errônea, pois considera elementos negativos da sociedade como positivos. Como o PIB avalia apenas o movimento do dinheiro, se metade dos carros de uma cidade caísse num abismo, as revendedoras de veículos, os fabricantes de peças automotivas ou as oficinas mecânicas aumentariam suas vendas – e o PIB subiria. Se um país destruísse suas florestas para transformá-las integralmente em produtos básicos, o PIB cresceria (embora o país tivesse perdido seu capital natural).

Medir valores intangíveis como a felicidade, porém, é uma tarefa complexa. Até porque cada pessoa a entende de forma distinta. Segundo o Plano Qüinqüenal do Butão, a FIB assenta-se sobre quatro pilares: desenvolvimento socioeconômico sustentável e eqüitativo, conservação ambiental, promoção do patrimônio cultural e boa governança. Para o Butão, não basta analisar o velho PIB – talvez porque ele seja um dos mais baixos do planeta, com apenas US$ 3,36 bilhões. O governo butanês adotou a FIB, criou uma coleção de novos indicadores socioambientais e passou a usá-los como um componente estratégico da política de planejamento nacional. Em discurso na ONU no final de setembro, o primeiro-ministro do Butão, Jigmi Thinley, defendeu a FIB: “É responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita aos cidadãos buscar a felicidade”.

Leia matéria completa no site da Revista Época

sábado, 18 de outubro de 2008

O sol da consciência

De tempos em tempos você pode ficar inquieto e constatar que a inquietude não vai embora. Nesses momentos, apenas sente-se em silêncio, acompanhe sua respiração, dê um meio sorriso e faça sua consciência brilhar sobre a inquietude. Não a julgue nem tente destruí-la, porque essa inquietude é você. [...]

Durante toda a meditação, mantenha o sol da sua consciência brilhando. Como o sol físico, que ilumina cada folha de árvore, de arbusto e de grama, nossa consciência ilumina cada pensamento e sentimento nosso, permitindo que os reconheçamos, que fiquemos conscientes de seu surgimento, duração e dissolução, sem julgá-los ou avaliá-los, sem recebê-los com alegria ou bani-los. É importante que você não considere a consciência uma “aliada”, chamada para suprimir os “inimigos” que são seus pensamentos indisciplinados. Não transforme sua mente num campo de batalha. Não lute nela uma guerra, pois todos os seus sentimentos – alegria, tristeza, raiva, ódio – são parte de você. A consciência é como uma irmã ou irmão mais velho, suave e atenciosa, que está presente para guiar e iluminar. Ela é uma presença lúcida e tolerante, jamais violenta e preconceituosa. Está presente para reconhecer e identificar pensamentos e sentimentos, não para julgá-los como bons ou maus, ou colocá-los em campos opostos a fim de que lutem uns com os outros. A oposição entre o bem e o mal é com freqüência comparada à luz e às trevas, mas se encararmos as coisas a partir de uma outra perspectiva, veremos que quando a luz brilha a escuridão não desaparece. Ela não vai embora; ela se funde com a luz; torna-se a luz.


Thich Nhat Hanh, O Sol meu coração, da atenção à contemplação intuitiva, Editora Paulus,
Do Blog Para ser zen

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sábado, 11 de outubro de 2008

Armadilhas

No mundo dualista, as coisas parecem existir em completa separação. Nunca estão unificadas. Mas o mundo dualista é criado pela especulação humana. É o mundo que conceitualizamos através da nossa consciência.
O pensamento e a especulação do ser humano não são errados, mas são muitas vezes enganosos e evasivos. Quando somos apanhados no mundo dualista, agimos como um cão ou um gato que tenta apanhar um pedaço de carne pendurado numa vara atada ao seu corpo. No momento em que vê a carne, persegue-a, mas claro que nunca a consegue alcançar. E a vara não é rígida mas flexível, de modo que quando o animal se move, a comida salta para a esquerda e para a direita, e voa em todas as direções. Isto apenas faz o animal mover-se de forma mais descontrolada.
Isto que balança e se agita à nossa frente não passa de barulho criado pela nossa consciência humana. Podemos gostar de nos perder nele, mas é enganoso, porque é dualista.

Dainin Katagiri Roshi

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Impermanência III

Tenzin Gyatso, the fourteenth and current Dala...Image via WikipediaPerguntaram ao Dalai Lama:

- O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:

"- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."


"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."


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sábado, 4 de outubro de 2008

Impermanência II

O fato de se tentar evitar qualquer mudança na vida não torna ninguém mais seguro ou mais dono da situação. A vida é - e será sempre – inesperada. Mesmo que certas pessoas procurem empobrecê-la o mais possível.

Quando Deus percebe que determinada pessoa tem que dar um passo à frente, Ele faz com que esta pessoa caminhe - com ou sem vontade de andar. É melhor a gente dar os passos que precisa, com coragem, antes que sejamos forçados a dá-los.

Para aqueles mais indecisos, Deus costuma usar certas ferramentas - geralmente interpretadas como “castigos”, ou “mudanças repentinas”.

No final, mesmo os indecisos vão perceber a sabedoria destas mudanças - mas, até lá, terão sofrido desnecessariamente.

Do blog do Paulo Coelho

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Impermanência

A impermanência é a virtude da realidade. Exatamente como as quatro estações, sempre em contínuo fluxo — o inverno transformando-se em primavera e o verão em outono. Assim como o dia torna-se noite, a luz torna-se escuridão e luz mais uma vez — da mesma forma, tudo se transforma constantemente. A impermanência é a essência de tudo. Bebês transformam-se em crianças, adolescentes, adultos, velhos e, em algum ponto do caminho, morrem. Impermanência é encontrar-se e separar-se. É apaixonar-se e desapaixonar-se. A impermanência é doce e amarga, como comprar uma camisa nova e, anos mais tarde, vê-la transformada em um pedaço de uma colcha de retalhos. [...] A impermanência é o princípio da harmonia. Quando não lutamos contra ela, estamos em harmonia com a realidade. Muitas culturas celebram esse vínculo. Existem cerimônias marcando todas as transformações da vida, do nascimento à morte, assim como encontrar-se e separar-se, ir à guerra, perder a guerra, vencer a guerra. Nós também podemos reconhecer, respeitar e celebrar a impermanência.

(Pema Chödrön, Quando Tudo Se Desfaz)

Algumas pessoas acham que o buddhismo é pessimista, sempre falando de morte, morrer, impermanência, velhice — mas isso não é necessariamente verdade. A impermanência é um alívio! Eu não tenho uma BMW hoje e é graças à impermanência desse fato que eu posso vir a ter uma amanhã. Sem a impermanência eu ficaria preso à não-posse de uma BMW e nunca poderia vir a ter uma. Eu posso estar me sentindo muito deprimido hoje e, graças à impermanência, amanhã eu posso estar me sentindo ótimo. A impermanência não é necessariamente uma má notícia; tudo depende de como a interpretamos e a compreendemos. Mesmo que hoje nossa BMW seja riscada por um vândalo ou que nosso melhor amigo nos deixe na mão, não vamos ficar tão preocupados assim. Quando não reconhecemos que toda coisa composta é impermanente, isso é um engano, uma ilusão. Quando compreendemos isso — e não só intelectualmente — ficamos livres desse engano. É a isso que chamamos de liberação: ficar livre da crença unidirecionada e bitolada de que as coisas são permanentes. Mesmo o caminho, o precioso caminho buddhista, também pertence à esfera do composto, quer gostemos disso ou não. Ele tem um começo, tem um fim, tem um meio.

Dzongsar Khyentse Rinpoche, Os Quatro Selos do Dharma)

domingo, 28 de setembro de 2008

Pense...

O fato de milhões de criaturas compartilharem os mesmos vícios não os transformam em virtudes; o fato delas praticarem os mesmos erros não os transformam em verdades e o fato de milhões de criaturas compartilharem a mesma forma de patologia mental não torna estas criaturas mentalmente sadias.

Erich Fromm

sábado, 27 de setembro de 2008

Os cinco treinamentos da plena consciência

Primeiro Treinamento

Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, eu me comprometo a cultivar a solidariedade e a aprender maneiras de proteger a vida das pessoas, animais , plantas e minerais. Estou determinado a não matar, a não deixar que outros matem e a não tolerar qualquer ato de matança no mundo, no meu pensamento e no meio modo de vida.

Segundo Treinamento

Consciente do sofrimento causado pela exploração, pela injustiça social, pelo roubo e pela opressão, eu me comprometo a cultivar a gentileza amorosa e a aprender maneiras de trabalhar pelo bem estar das pessoas, animais plantas e minerais. Praticarei a generosidade, compartilhando meu tempo, minha energia e meus recursos materiais com aqueles que realmente precisam. Estou determinado a não roubar e a não me apossar de nada que pertença, porventura, a outros. Respeitarei a propriedade alheia, mas impedirei que outros lucrem com o sofrimento humano ou com o sofrimento de outras espécies sobre a terra.

Terceiro Treinamento

Consciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, eu me comprometo a cultivar a responsabilidade e a aprender maneiras de proteger a integridade dos indivíduos, dos casais, das famílias e da sociedade. Estou determinado a não me engajar em relações sexuais sem amor e sem compromisso duradouro. Para preservar a minha felicidade e a dos outros, estou determinado a respeitar os meus compromissos e os compromissos dos outros. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e para impedir que casais e famílias sejam desfeitos pela má conduta sexual.

Quarto Treinamento
Consciente do sofrimento causado pelas palavras descuidadas e pela incapacidade de ouvir os outros, eu me comprometo a cultivar a fala amável e a escuta profunda para levar alegria e felicidade aos outros e aliviá-los em seu sofrimento. Estou determinado a falar a verdade, com palavras que inspirem autoconfiança, alegria e esperança. Não divulgarei notícias que não tenham fundamento seguro e nem criticarei ou condenarei aquilo de que não tenha certeza. Evitarei pronunciar palavras que possam causar divisão ou discórdia, que possam desagregar a família ou a comunidade. Estou determinado a fazer todos os esforços possíveis para reconciliar e resolver todos os conflitos, por menores que sejam.

Quinto Treinamento

Consciente do sofrimento causado pelo consumo irresponsável, eu me comprometo a cultivar a boa saúde, tanto física quanto mental, para mim, minha família e minha sociedade, praticando a alimentação, a ingestão de líquidos e o consumo com plena consciência. Somente ingerirei ítens que preservem a paz, o bem estar e a alegria no meu corppo, na minha consciência e no corpo coletivo e na consciência da minha família e da minha sociedade. Estou determinado a não usar álcool, ou qualquer tóxico ou consumir alimentos ou outros ítens que contenham toxinas, como certos programas de TV, revistas, livros, filmes e conversas. Estou consciente de que prejudicar o meu corpo ou minha consciência com esses venenos é trair meus ancestrais, meus pais, minha sociedade e as gerações futuras. Trabalharei para transformar a violência, o medo, a ira e a confusão que existem dentro de mim e na sociedade, mediante uma dieta para mim mesmo e para a sociedade. Entendo que uma dieta apropriada seja crucial para auto-transformação e para a transformação da sociedade.

Do Blog Interser(Thich Nhat Hanh)

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cenoura, ovo ou café?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.

Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.

Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou "Querida, o que você está vendo?"

"Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.

Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.

Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.

Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente: "O que isto significa, pai?"

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rigido.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

"Qual deles é você?" ele perguntou a sua filha. "Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?"

E você?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?

Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis?

Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.

Como você lida com a adversidade?

Você é uma cenoura, um ovo ou café?

Autor desconhecido ou ignorado

domingo, 21 de setembro de 2008

Precisamos ser árvores !

Para Katinha...
"Imagine uma árvore em meio a uma tempestade. No seu ponto mais alto, os pequenos galhos e as folhas estão se agitando violentamente sob o vento. A árvore parece vulnerável, bem frágil - parece que pode se quebrar a qualquer momento. Mas se observar o seu tronco, você verá que ela é sólida; e se baixar os olhos para a trama de suas raízes, você verá que ela está profunda e firmemente fincada no solo. A árvore é realmente forte. Pode resistir à tempestade. Nós também somos uma espécie de árvore. Nosso tronco, nosso centro, encontra-se logo abaixo do umbigo. As áreas relativas ao nosso pensamento e às nossas emoções situa-se na cabeça e no peito. Quando uma forte emoção, como o desespero, o medo, a ira ou o ciúme nos arrebata, devemos fazer o possível para fugir à zona de tempestade e descer ao vale a fim de praticar a inspiração e a expiração. Se permanecermos sob a ação dos ventos tempestuosos, podemos correr grande perigo. Podemos procurar refúgio dentro do tronco da árvore, inspirando e expirando, atentos ao movimento ascendente e descendente do seu abdômen."

Do livro "Vivendo em paz" Thich Nhat Hanh

domingo, 7 de setembro de 2008

Mantenha seus pensamentos positivos

Mantenha seus pensamentos positivos
porque pensamentos
Tornam-se suas Palavras

Mantenha suas palavras positivas
Porque suas palavras
Tornam-se suas Atitudes

Mantenha suas atitudes positivas
Porque suas atitudes
tornam-se seus Hábitos

Mantenha seus hábitos positivos
Porque seus hábitos
Tornam-se seus Valores

Mantenha seus valores positivos
Porque seus valores...
Tornam-se seu Destino."


Mahatma Gandhi

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bicho não é brinquedo

por Aline Angeli

"Há um ano, mais ou menos, decidi experimentar a vida fora de São Paulo e empacotei minha casa rumo ao Nordeste. Num caminhão, foi a mudança. De avião, seguimos eu, minha mala e mais duas caixas de transporte contendo 12 quilos de gato – o peso que meus dois felinos vira-latas, a Cuca e o Chicó, representaram para a companhia aérea. Muita gente achou graça da minha excentricidade: “Você vai levar os gatos?!?”, surpreendiam-se. Ora, era e-vi-den-te que eu ia. Jamais me ocorreu outra hipótese. Por mais trabalho que tenha dado (a burocracia exigida para levar um bicho a bordo é um teste de paciência), os dois são parte da minha família. O vínculo, a alegria de poder compartilhar com eles meu dia-a-dia e o aprendizado que resulta desse compromisso valem mil vezes o esforço. Sabe a célebre frase de O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”? É exatamente isso. Ou pelo menos deveria ser."

“Infelizmente,muitas pessoas que se encantam com um filhote numa loja de animais não se dão conta de que levar um bicho para casa significa assumir um contrato de fidelidade que pode durar muitos anos, o tempo de vida do bicho”, afirma Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil, uma das primeiras ONGs brasileiras a difundir o conceito de posse responsável, um conjunto de atitudes que visam a ética, o respeito e o bem-estar animal. Está lá, na Declaração Universal dos Direitos dos Animais – é, eles têm uma, proclamada pela Unesco, em 1978: “O animal que o homem escolher como companheiro nunca deverá ser abandonado”. Mesmo assim, só no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, cerca de 60 cães e gatos (muitos, inclusive, de raça) são despejados por dia pessoalmente por seus donos. Os motivos para o abandono variam de explicações como “ah, ele não sabe se comportar”, até “ela está velha demais” ou “ficou grande demais para meu apartamento”.

Certamente você já ouviu falar de que ter um bicho faz bem ao humor e até à saúde.Nos últimos anos, dezenas de pesquisas se empenharam em mostrar o poder da amizade com animais sobre problemas como hipertensão, depressão e até sobre a qualidade de vida de doentes crônicos.Mas será que nós, humanos, sabemos fazer bem ao humor e à saúde de nossos bichos? Hummmm… Nem sempre. Mesmo que você não seja tão frio para abandoná- lo à própria sorte e esteja cheio de boas intenções. “As pessoas, em geral, são bastante sensíveis à causa dos animais”, comenta Ciampi.“O problema é que, na mesma medida em que há simpatia, há desinformação.” Bichos têm, sim, emoções como alegria, tristeza e medo, mas mostram isso de uma maneira que nem sempre a gente entende. Esforçar-se para compreender o universo dos outros seres vivos que convivem conosco e tratá-los com respeito e responsabilidade é condição essencial para viver de forma ética e em equilíbrio.

Conheça a seguir quais são os erros mais comuns que cometemos com a bicharada e tire ainda mais prazer e alegria dessa relação.

Bicho para quê?

Essa é a primeira pergunta que todo mundo deveria se fazer antes de comprar ou adotar um mascote. Se a resposta for “para convivência e amizade”, bingo! Cães e gatos são grandes companheiros, que precisam e gostam do contato próximo com seus donos. Mas há duas respostas erradas bastante freqüentes. A primeira delas: “Porque as crianças querem”. Adotar um animal deve ser uma decisão de toda a família, e os pais precisam estar conscientes de que, por mais que os filhos prometam cuidar dele, vai, sim, sobrar trabalho para os adultos. Além disso, como não têm noção de que cães e gatos também sentem frio, fome, dor e tristeza, crianças com menos de 6 anos não são uma companhia segura, especialmente se ele for filhote.

Outra motivação equivocada é ter um animal “para proteção”. Confinar um cão no fundo do quintal e privá-lo do convívio da família imaginando que assim ele será mais bravo é um engano perigoso.“O correto é apostar na inteligência do animal, socializá-lo e adestrálo adequadamente, para que ele saiba distinguir quando deve ou não atacar”, afirma a veterinária Hannelore Fuchs, de São Paulo, especialista em comportamento animal.
Em vez de dar um destino tão miserável a uma vida, que tal instalar equipamentos eletrônicos de segurança? Dá menos trabalho e sai muito mais barato.

Sinal amarelo

No caso de cães e gatos, xixi fora do lugar, agressividade, hiperatividade, destruição de móveis e excesso de ruídos são algumas das principais causas de abandono – para espécies exóticas, como cobras e lagartos, é mais comum o bicho crescer além do que os donos imaginavam. É preciso saber, porém, que isso não ocorre por má intenção do animal. Bichos não possuem sentimentos humanos complexos como vingança, culpa ou ciúmes, afirma o psicólogo americano Marc Hauser, da Universidade de Harvard, autor do livro Wild Minds (em português, “mentes selvagens”, inédito no Brasil). Para eles, tudo é uma questão de medo, tédio, tristeza e atenção.

Em outras palavras: por trás de um cão, um gato ou um papagaio mal comportado, pode haver uma criação inadequada na infância, falta de atenção, excesso de energia para gastar ou simplesmente estresse.

Focinho de um…

Além dos traços físicos, cada raça possui características temperamentais e necessidades bastante distintas. E é preciso ver se elas se adaptam a você e ao seu estilo de vida, para não sofrer mais tarde. Levar para um apartamento cães de caça como um dachshund, que adora correr e cavocar a terra, ou deixar a maior parte do dia sozinhos um collie ou um terrier, que carecem de muita atenção e estimulação, é sinônimo de problema. “Informar-se sobre o animal antes de levá-lo para casa é uma forma de respeito a ele e o único meio de atender às suas necessidades básicas”, afirma a veterinária e etóloga Rubia Burnier.
Há um tipo de bicho, porém, que não tem restrição e é quase unanimidade entre os especialistas. Sabe qual? O vira- lata. “Ele tem mais capacidade de se adaptar aos diversos ambientes, é o mais independente, o mais fácil de trabalhar e o mais fiel”, diz Rubia. Além disso, é o mais saudável geneticamente, pois não foi submetido aos sucessivos cruzamentos consangüíneos que os criadores fazem nas raças mais “puras”.

Se você gosta realmente de seu amigo, precisa ensiná-lo a ficar feliz também sozinho. Uma das melhores formas é dar-lhe o direito de viver com um companheiro da mesma espécie, criando dois animais. Outra é acostumá-lo gradativamente a ser mais independente e fazer com que ele associe sua ausência com algo prazeroso, como uma caixa de brinquedos que o bicho acessa somente quando fica só.

Prole sob controle

Castração. A palavra, sem dúvida, é horrível: lembra mutilação, censura, agressão. Talvez por isso, muitos donos tenham tanta resistência e pena de esterilizar seus animais. Grande engano, dizem os especialistas.
“Esse é um dos principais atos da posse responsável”, afirma Hannelore. Só assim se podem evitar as crias indesejadas e a superpopulação de bichos abandonados, causa de um interminável ciclo de sofrimento e crueldade. Por mais que você consiga donos para uma ninhada, jamais poderá ter certeza de que eles, e seus futuros filhotes, serão bem tratados.
“Para o animal, não há vantagem alguma em deixar que ele se reproduza”, explica Hannelore. Pelo contrário: a castração, uma cirurgia de recuperação rápida, diminui as chances de tumores nas fêmeas e de inflamação da próstata e testículos nos machos, além de acabar com vários comportamentos sexuais indesejados, como a agressividade, a vontade de fugir para cruzar ou a necessidade de demarcar território com urina.

Se depois de ler tudo isso você passou a pensar duas vezes antes de trazer a companhia de um animal para a sua vida, ótimo: era essa a intenção. Significa que você acaba de ganhar um atestado de dono responsável – mesmo que,depois de refletir, tenha chegado à conclusão de que, por enquanto, o melhor para o seu caso seja curtir esporadicamente as estripulias do bicho de algum amigo.

Leia reportagem completa no site da revista "Vida Simples"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

As roupas de Nasrudin

Nasrudin foi convidado para uma festa na casa de um homem rico. Apareceu com a túnica surrada e o turbante gasto pelo tempo.

O anfitrião mandou-o embora. Nasrudin foi à casa de um amigo, pediu suas roupas emprestadas e retornou à festa.

Desta vez, foi bem recebido e colocado em um lugar de honra.

Durante o banquete, Nasrudin ía jogando as frutas e a comida pela manga da túnica. “O grande sábio está calado e se comportando de maneira estranha”, disse o dono da casa.

“A vaidade humana prefere a aparência ao conteúdo” respondeu Nasrudin.”Cheguei como sou e o senhor não me recebeu. Mudei de roupa e me aceitaram.Então, fico quieto, já que minha palavra não interessa. E dou de comer a estas roupas, as verdadeiras convidadas da festa”.

Do blog do Paulo Coelho

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Como transformar o nosso adubo

"Segundo a psicologia budista, nossa consciência está dividida em duas partes, como uma casa de dois pavimentos. No térreo, há uma sala de visitas que chamamos de "mente consciente". Sob o andar térreo existe um porão, que chamamos de "consciência armazenadora". Nesta, tudo o que fizermos, experimentarmos ou percebermos fica armazenado sob a forma de uma semente ou de um filme. Nosso porão é um arquivo de todos os tipos de filmes imagináveis, guardados em fita de vídeo. No andar de cima, na sala sentamo-nos em uma cadeira e assistimos a esses filmes, à medida que eles são trazidos do porão.
Alguns filmes, como Ira, Medo ou Desespero, parecem ter a capacidade de sair do porão por conta própria. Abrem a porta da sala e se instalam no nosso aparelho de vídeo, pouco importando que nós os tenhamos escolhido ou não. Quando isso acontece, ficamos paralisados, e não temos outra saída senão assistí-los. Felizmente, cada filme tem uma duração limitada e, quando termina, volta para o porão. Mas, a cada vez que é visto por nós, ele estabelece uma posição melhor na prateleira do arquivo, e sabemos que, em breve, retornará. Algumas vezes, um estímulo exterior, como alguém dizendo algo que fira nossos sentimentos, aciona a exibição de um filme na nossa tela de TV. Gastamos demais o nosso tempo assistindo a esses filmes, e muitos deles estão nos destruindo. Aprender a por um ponto final neles é primordial para o nosso bem estar.
(...)
Qualquer semente que se manifeste na nossa mente consciente sempre volta mais forte a nossa consciência armazenadora. Se regamos cuidadosamente nossas sementes sadias, podemos confiar que a nossa consciência se encarregará do trabalho de cura.

Do livro "Vivendo em paz" Thich Nhat Hanh

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Bonecos

Eis aqui a história do monge Zen Hotan.

Hotan ouvia as preleções de um mestre. Na estréia das suas palestras, a assistência foi numerosa mas, pouco a pouco, nos dias seguintes, a sala se esvaziou; até que, um dia, Hotan ficou só na sala com o mestre. E este lhe disse:
- Não posso fazer uma conferência só para ti; de mais a mais, estou cansado.

Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia, porém, voltou só. Não obstante, disse ao mestre:
- Podeis fazer a conferência hoje, porque eu trouxe numerosa companhia!
Hotan trouxera bonequinhas, que espalhara pela sala. Disse-lhe o mestre:
- Mas são apenas bonecas!
- Com efeito , - respondeu-lhe Hotan. - mas todas as pessoas que aqui
vieram não são mais do que bonecas, pois não compreendem patavina dos
vossos ensinamentos. Só eu lhes compreendi a profundeza e a verdade.
Mesmo que muita gente tivesse vindo, serviria tão-somente de enchimento,
decoração, vazio sem fundo.

Conto Zen

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Se eu quiser falar com Deus



A letra dessa música sempre me acompanha. Sempre se encaixa no meu momento espiritual. Ela é eterna, pois é aberta, universal, profunda, verdadeira.
Leiam com atenção plena.

Gilberto Gil
1980

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Samsara

O monge perguntou ao Mestre:
-"Como posso sair do Samsara (a roda de renascimento e morte)?
O Mestre respondeu:
-"Quem te colocou nele?"

Conto Zen

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Como procurar o bem e evitar o mal

É natural termos recaídas e irmos procurar exatamente as coisas que sabemos que nos fazem mal. Procure cuidadosamente e se relacione com pessoas que você admire por serem aqueles que elevam, elas existem neste mundo, evite as companhias e comportamentos que conduzem ao mundo da destruição da saúde física e mental. Alimente o que há de melhor em você, não seu lado destrutivo e apegado, fumar , beber etc...são condutas suicidas disfarçadas, negam a vida e a felicidade, entorpecem, nos tiram a clareza. Busque a clareza, você sabe o que deve fazer e o que é melhor para você, intimamente todos o sabemos.

Monge Genshô no Blog O Pico da Montanha(é onde estão os meus pés)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Meditação para equilibrar os chacras


Branca, violeta, azul, verde, rosa... Nesta meditação, você imagina uma luz passeando pelos pontos vitais de seu corpo. Ao fim, seu espírito estará leve, a respiração, apaziguada, e o mundo ao seu redor, mais harmonioso.


Esta meditação leva cerca de 14 minutos. Porém você pode aprender os conceitos básicos e se deixar guiar pela intuição. O mais importante é entender o processo e relaxar.

Sente-se num lugar agradável, relaxe e inspire lenta e profundamente. Traga sua atenção para o topo da cabeça e visualize uma luz branca. A cada
inspiração e expiração, a luz se tornará mais clara e brilhante.

Inspire o branco, preenchendo o chacra coronário e iluminando o topo da cabeça. Lentamente, transforme essa luz na cor violeta. Imagine que ela fica mais forte. Suavemente, volte o violeta para a cor branca brilhante.

Continue a respirar e vagarosamente transporte a luz por meio da inspiração para o sexto centro de energia, entre as sobrancelhas.

Inspire a luz branca no centro dessa área, preenchendo- a e permitindo que a luz circule em volta dos olhos e atrás deles. Faça com que o branco se transforme em azul-índigo. A cada inspiração, traga o índigo para seu terceiro olho, circundando a área externa e em volta dos olhos. Inspire e expire.

Agora, novamente inspirando, retorne ao branco brilhante e conduza-o para o chacra laríngeo – o centro de sua garganta, o quinto centro de energia. Visualize muita luz nesse ponto. À medida que continuar a inspirar a luz em volta e atrás do pescoço, permita que a luz preencha sua boca. Continue no branco e visualize que ele limpa esse centro de energia. Mantenha lento o ritmo da respiração e torne a luz azul-celeste. Nesse tom, preencha a garganta, atrás do pescoço, e a boca. Inspire e expire. Deixe o azul virar branco e traga a luz para baixo, para o centro do coração. Vagarosamente, envolva o coração com essa luz, permitindo que ela se mova para ombros, braços e mãos. Em seu coração, essa energia se torna verde. Inspire verde dentro de coração, costas, área em volta dos ombros, braços e mãos. Expire. A luz verde passa para o branco.

O branco chega ao terceiro centro de energia, o chacra do plexo solar. Preencha o estômago com essa luz. Transforme-a em energia de cor amarela. Respire devagar e faça-a se tornar branca.

Agora, a luz branca chega ao chacra social, ou umbilical, mais ou menos 5 cm abaixo do umbigo, preenchendo os intestinos e a parte baixa das costas. A cor fica laranja, ocupando toda essa área. Inspire e expire a cor.

Sem pressa, transforme-a em branco e conduza para o primeiro centro de energia, seu primeiro chacra, na base da coluna. Visualize a cor branca nesse ponto, preenchendo coxas, joelhos, pernas, pés e dedos. Aos poucos, essa cor se torna vermelha. Imagine-a na base da coluna e descendo para pés, pernas e dedos. Inspire e expire.

Torne a visualizar a luz branca. Traga agora essa energia para cima, de volta para o segundo centro, depois para plexo solar, coração, garganta, chacra frontal e entre as sobrancelhas, e conduza para o topo da cabeça. Inspire profundamen te e conduza agora para aquele lugar seguro e repousante, a cerca de 15 cm acima da cabeça. A cada inspiração, a luz estará mais brilhante, fortalecida. Lentamente, faça uma respiração e traga sua atenção de volta ao ambiente. Inspire.

Texto • Kátia Stringueto
Foto • André Spinola e Castro.
Ilustrações • Rita Carvalho.

Leia a matéria completa no site da revista Bons Fluidos