Um viajante, passando pela casa de um monge Zen, perguntou admirado:- Onde estão os teus móveis?
A que o monge respondeu, perguntando:
- E os teus?
- Mas eu... retrucou o viajante, estou só de passagem.
- Eu também – respondeu o monge.
Conto zen.
Apenas nossa busca pela felicidade nos impede de vê-la. É como um vívido arco-íris que você segue sem nem mesmo pegar,ou como um cachorro correndo atrás do seu próprio rabo. Apesar de a paz e a felicidade não existirem como uma coisa ou lugar reais, elas estão sempre disponíveis e o acompanham a cada instante. (Lama Gendun Rinpoche)
Li esse texto no blog Águas da Compaixão e me identifiquei bastante com esse momento "pano de chão"“Pano de chão”, do poeta Michio Mado :
Quando volto para casa em um dia de chuva
o pano de chão está me esperando
com a cara de um pano de chão.
Um rosto conhecido!
Mas certamente não era sua opção
tornar-se um pano de chão.
Até pouco tempo atrás
tinha a cara de uma camisa.
“sou uma camisa”, dizia.
Era macia como se fosse minha segunda pele
mas certamente tornar-se camisa
não foi sua opção.
Talvez há muito tempo,
em uma terra como a América
teria sorrido como uma flor de algodão
sorrindo para o vento e para o sol.
Esse texto de Thich Nhat Hanh me lembrou o recém lançado filme de Gabriele Muccino "Sete Vidas" com Will Smith.
"As práticas espirituais só adquirem seu sentido na vida cotidiana. A relação com nossos pais, esposa, marido, filhos e colegas de trabalho, e também com os seres em todos os planos da existência, material e sutil, isto é o termômetro da prática. Um sinal grave é o desinteresse e a falta de compaixão. O isolamento e a prática formal são artificialidades – só se justificam pela remoção de obstáculos que eventualmente proporcionem. Todas as construções espirituais, ainda que meritórias, são esponja, água e sabão, ou seja, dispensáveis ao final.
"Na minha tradição aprendemos que indivíduos não podem fazer muito. É por isso que tomar refúgio na Sangha, tomar refúgio na comunidade é uma prática muito forte e importante. Quando eu digo: “Eu tomo refúgio na Sangha”, não significa que eu quero expressar minha devoção. Não. Não é uma questão de devoção, é uma questão de prática. Sem estar em uma Sangha, sem ser apoiado por um grupo de amigos que estão motivados pelo mesmo ideal e prática, não podemos ir longe.
Já disse aqui que há uns dois anos procuro por uma sangha. É muito difícil o caminho sem ela...ESSE É APENAS O INÍCIO DO MEU CAMINHO E SÓ POSSO AGRADECER POR SEREM MEU REFÚGIO...
Baixa atividade em região cerebral estimula espiritualidade, diz estudoAbnegação